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MEI caminhoneiro: limite, DAS e documentos do transporte

Por Emitir NF1 min de leitura
Caminhão de carga amarelo trafegando por uma estrada arborizada

O transportador autônomo de cargas pode ser MEI com regras próprias: limite anual maior, contribuição ao INSS diferente e documentos fiscais específicos do transporte. Veja como funciona e o que conferir antes de se formalizar.

O transporte de cargas é uma das atividades com mais profissionais autônomos no Brasil. Para essa categoria, existe uma modalidade específica de microempreendedor individual, conhecida como MEI caminhoneiro ou MEI transportador autônomo de cargas.

Ela foi criada porque o faturamento de quem trabalha com frete costuma ser bem maior do que o de outras atividades do MEI, já que boa parte do valor recebido vai para combustível, pedágio e manutenção do caminhão. Com o limite comum, muitos caminhoneiros seriam desenquadrados logo no primeiro ano.

Este guia mostra quem pode se enquadrar, quanto paga, quais documentos acompanham o transporte e os cuidados para continuar no regime.

Quem pode ser MEI caminhoneiro

A modalidade é para o transportador autônomo de cargas, ou seja, quem trabalha com o próprio veículo no transporte de mercadorias. Além das regras gerais do MEI, como não ser sócio de outra empresa, é preciso exercer uma das ocupações de transporte de cargas permitidas para o regime.

Quem faz transporte rodoviário de cargas remunerado também precisa de inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, o RNTRC, mantido pela ANTT. O CNPJ de MEI não substitui esse registro, e as duas coisas devem estar alinhadas.

O transporte de passageiros e a atividade de motorista de aplicativo seguem outras regras. Se esse é o seu caso, veja o artigo sobre motorista de aplicativo MEI.

Antes de abrir, confira se a ocupação está disponível no Portal do Empreendedor, como explica o guia sobre como conferir se sua atividade pode ser MEI.

Limite de faturamento e DAS

O limite anual do MEI caminhoneiro é de R$ 251.600, bem acima do limite do MEI comum. Assim como nas demais modalidades, ele é proporcional aos meses de atividade no primeiro ano.

Motorista de caminhão descansando dentro da cabine

O DAS também é diferente. A contribuição ao INSS do MEI caminhoneiro é de 12% do salário mínimo, enquanto a do MEI comum é de 5%. Ao INSS somam-se os valores fixos de ICMS, para o transporte intermunicipal e interestadual, ou de ISS, para o transporte dentro do mesmo município.

Se o faturamento passar do limite em até 20%, você paga a diferença de impostos sobre o excesso e é desenquadrado a partir do ano seguinte. Acima de 20%, o desenquadramento é retroativo ao início do ano, o que gera impostos maiores sobre todo o período. O guia sobre estourar o limite do MEI detalha essas situações.

Para não perder o controle, registre todo frete no relatório mensal de receitas e acompanhe o total acumulado no ano.

Quais documentos acompanham o frete

No transporte de cargas entre municípios e entre estados, o documento fiscal do serviço é, em geral, o CT-e, o conhecimento de transporte eletrônico. Em muitas operações também é exigido o MDF-e, o manifesto que reúne os documentos da carga transportada. O guia sobre CT-e e MDF-e explica a função de cada um.

Há situações em que quem contrata o frete emite os documentos, e as regras de obrigatoriedade e de dispensa para o MEI variam conforme o estado. Por isso, antes de começar a rodar, confirme com a Sefaz do seu estado ou com um contador o que você precisa emitir e o que fica a cargo do contratante. O artigo sobre o emissor de MDF-e mostra quando o manifesto é obrigatório.

Para emitir CT-e e MDF-e, normalmente é preciso ter inscrição estadual e certificado digital. Veja o guia sobre inscrição estadual para MEI e o artigo sobre quando o certificado digital é obrigatório.

O frete feito dentro do mesmo município é tratado como serviço sujeito ao ISS e documentado com nota fiscal de serviço, conforme as regras da prefeitura.

Cuidados para continuar no regime

O MEI caminhoneiro pode ter um empregado, assim como o MEI comum. Contratar mais motoristas ou colocar outros veículos rodando em nome do CNPJ costuma indicar que o negócio já passou do porte do MEI.

Caminhão vermelho parado na doca de carga de um armazém

Separe as contas pessoais e do caminhão desde o início. Combustível, pedágio, pneus e manutenção consomem boa parte do frete, e misturar tudo dificulta saber quanto realmente sobra. O guia sobre separar as contas pessoal e da empresa ajuda a organizar.

Pague o DAS em dia. Além de evitar multa, a regularidade garante a cobertura do INSS em caso de afastamento, algo especialmente importante em uma profissão com tanto tempo na estrada. Se já há meses atrasados, veja como regularizar o DAS do MEI.

Por fim, entregue a declaração anual do MEI informando o faturamento total do ano. O artigo sobre a declaração anual do MEI mostra como preencher.

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Perguntas frequentes

Qual o limite de faturamento do MEI caminhoneiro?

R$ 251.600 por ano, proporcional aos meses de atividade no primeiro ano. É um limite bem maior do que o do MEI comum.

Quanto o MEI caminhoneiro paga de DAS?

A contribuição ao INSS é de 12% do salário mínimo, mais um valor fixo de ICMS ou ISS, conforme o tipo de transporte. O valor exato muda a cada reajuste do salário mínimo.

MEI caminhoneiro precisa emitir CT-e?

No transporte intermunicipal e interestadual, o documento do frete costuma ser o CT-e, mas há casos em que o contratante emite os documentos e regras que variam por estado. Confirme com a Sefaz do seu estado ou com um contador.

O CNPJ de MEI substitui o RNTRC?

Não. O transporte rodoviário de cargas remunerado exige inscrição no RNTRC, da ANTT, além do CNPJ.

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